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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Amigos?

Como saber se uma amizade já perdeu o estatuto de amizade?

Existem variados tipos de amigos: os amigos de todas as ocasiões, os amigos das saídas, os amigos do trabalho, os amigos das viagens, os amigos de sempre/infância, os amigos interesseiros, os amigos em comum, os que nem são amigos, mas que pensam que o são...

Todos eles são amigos à sua maneira (menos os últimos). E não é com todos que se pode ter qualquer tipo de conversa, é necessário haver um tema em comum, sob o risco de nos acharem esquisitos ou absurdos/inapropriados e não mais sermos convidados a partilhar a tal parte da sua vida. Estes são todos, excepto os primeiros.

Pois, os primeiros são raros e não são necessariamente os de há mais tempo.

Isto está a tornar-se estranho? Simplifiquemos:

  • Os amigos ou são do mesmo sexo e aí são companheiros ou são de sexos diferentes e aí não pode ser amizade, tem haver outro tipo de sentimento qualquer: atracção, amor ou interesse. Estes últimos são muitas vezes alvo de critica.

  • Os amigos, mesmo sendo os de saídas, sentem falta uns dos outros? Claro que sim, porque se complementam ou sentem a falta um do outro quando saem sem o outro. Provavelmente deixarão de ser amigos quando um deles diz a célebre frase: “Não vais fazer falta!”

  • Quando os amigos de todas as ocasiões fazem parte de algo memorável ou se sentem mais em baixo deveriam poder contar com os outros. Às vezes não acontece, por estarem todos tão centrados nas suas próprias vidas. Isso magoa e também há risco de separação.

  • Os amigos de sempre/infância, devido à falta de tempo, grandes distâncias ou darem por garantida essa amizade, geralmente, são os que mais sofrem, porque quando finalmente têm oportunidade de fazer algo em conjunto, o outro já não está lá...Não há valorização do outro. Separação na certa.

Resumindo e concluindo as pessoas não valorizam quem têm perto do coração, os “supostos” amigos. Aqueles a quem se pode ligar, aqueles que fazem tudo por eles, aqueles com quem se ri, com quem se chora, com quem se sai e se diverte e que às vezes têm todas estas qualidades...na maior parte das vezes não sabem cultivar a amizade. Sim, cultivar, como os vegetais que saem da terra. A amizade é uma árvore que tem de ser tratada com muito carinho para que os seus frutos nasçam saudáveis.

Mas estamos no século XXI e o que importa agora é quem tem mais dinheiro, quem tem mais musicas fixes no IPOD, quem tem o carro mais caro e quem faz as viagens com os destinos mais estravagantes, quem tem maior número de pessoas adicionadas no facebook, apesar de nunca as ter visto mais gordas...

Enfim, esqueceu-se o “liguei só para saber de ti” ; o “vamos só andar e falar” ; o “comer um gelado, só pela companhia”...

As pessoas não querem saber umas das outras...assim o estatuto de amizade fica corrompido, pois ou somos todos muito “amiguinhos” uns dos outros ou passamos todos a ser meros conhecidos.

E isso é uma tristeza... 'Cause no man is an island!

domingo, 28 de novembro de 2010

Na última semana fui convidada por uma grande amiga, a presenciar o seu Juramento de Hipócrates. Para quem não saiba, o Juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura, ou seja, agora que já queimaram as pestanas durante 6 anos, vamos lá a jurar que vão fazer tudo como deve ser, porque é agora que se começa a sentir como é a vida de um médico.
Fomos jantar, a cerimónia tinha inicio às 20h30 e não podíamos ir de estômagos vazios.
Depois de mais uma aventura e de uma grande volta por Marvila e outras terras que tais....chegámos à Aula Magna. Éramos os três da vida airada, como sempre, e a minha amiga, com toda a razão, estava desvairada, stressada e super ansiosa e eu literalmente, “despejei-a” à porta da Aula Magna. Mal pensado: os dois que ficaram a estacionar o carro, quando chegaram lá dentro constataram que lugar para eles, perto da amiga e futura médica, não havia... Aventurámos-nos, então, pelos camarotes e lá nos sentámos.
Assistimos à actuação de uma tuna, na abertura da Sessão Solene e depois ao Juramento dos futuros médicos. Todos em uníssono juraram que seriam bons médicos, que a ética estaria sempre presente na sua vida profissional e que lutariam com unhas e dentes pelas vidas dos seus doentes. Muito bem!!
Os estudantes levaram consigo os pais e os amigos mais chegados. Houve aplausos e lágrimas no nosso camarote. Nós aplaudimos de pé a nossa amiga, sabemos que ela não viu nem ouviu, devido à distância que nos encontrávamos do palco, mas fica aqui o registo: Cláudia, foste fortemente exclamada por nós. E sim, parecias mesmo a "sôtora" que sempre quiseste ser e serás, vais ver!




Nós estamos sempre lá para ti, como confirmaste, mais uma vez.



Tudo de bom minha querida!

sábado, 29 de maio de 2010

Fenómeno estranho do séc. XXI

Está a acontecer um fenómeno estranho. À minha volta está a alastrar-se um mal, que poderá ser bastante contagioso, uma espécie de gripe A, mas do foro sentimental. Tenho várias amigas que namoravam há cinco, sete, dez anos...que já estavam na fase do “arranjar casa e casar”. Uma delas já passou todas essas fases e com sucesso, graças a Deus! Desejo-lhe as maiores felicidades!
Porém uma grande parte, senão a maior parte, sofreram desgostos terríveis, porque foram “abandonadas” ao fim de 6 ou 7 anos de namoro. Quando eu digo desgostos, falo em ficarem de cama por ainda não terem percebido se lhes tinha passado um tanque de guerra por cima ou se realmente tinham ouvido as célebres frases ”para mim acabou” ou “não és tu, sou eu...” E quando eu digo abandonadas, falo, por exemplo, do facto de o companheiro de uma destas minhas amigas ter ido tomar um simples café com uma recente colega de trabalho, chegar a casa, mandar uma daquelas célebres frases para o ar, fazer as malas e partir com toda a pressa e sem ressentimentos para o desconhecido (sim, porque uma pessoa que conhecemos há uma semana é uma pessoa desconhecida!!)
Agora eu pergunto: e todos aqueles anos juntos? E todas as brigas e todas as pazes que se fizeram depois? E o primeiro beijo? E saber todos os erros cometidos pelo companheiro? E as coisas boas também...? E o estar presente nos momentos bons e nos momentos maus? E os sustos que apanharam juntos? E as risadas de alívio que se deram? E a canja de galinha levada sempre que se vê que ele está a ficar constipado? E o ressonar que se aguenta durante a noite? E etc, etc...Porque, afinal estas pessoas são praticamente casadas. Não é? E um mero “é só um cafézinho com uma amiga” acaba em banho de lágrimas, notas a descer, o emprego pós-laboral a correr mal, o orgulho desfeito e a pergunta que teima em não se calar: “O que é que eu fiz para merecer isto?”
Tenho uma teoria: será que estamos perante uma nova versão daquela geração que há uns 10 ou 20 anos dizia que quando chegassem aos 50 trocavam a esposa que tinham por duas de 25 anos? É que actualmente, ainda nem aos 30 anos chegaram e a cara-metade de há 7 anos deixa de ser interessante, porque já conhecemos tudo o que havia para conhecer? E qualquer tipo de novidade é um estimulo irresistível para o desinteresse, a infidelidade e, consequentemente, a ruptura?
Reflictam e ajudem-me a perceber, por favor. É que não foi um, nem dois casos destes há minha volta, foram cinco ou seis... Isto revela que se está a alastrar um padrão de comportamento, no mínimo estranho e preocupante...

Beijos e abraços!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Amar é Fácil...

Amar é Fácil...
basta entregar o coração a alguém, não esperando nada em troca...
basta cuidar como se da mais bela pedra preciosa se tratasse...
basta sentir o outro como parte de nós mesmos...
basta desejar toda a felicidade do mundo... mesmo que sejamos só espectadores...
basta mimar, abraçar, proteger, dar conforto...
basta estar presente nos bons e nos maus momentos...
basta estar lá para secar todas as lágrimas...
basta guardar cada sorriso.... cada olhar...
basta querer dar o sol, a lua, as estrelas...
basta querer ser sua para sempre...

Amar por vezes é Difícil.... pois implica sofrer...

domingo, 8 de novembro de 2009

Para ler e pensar...


Hoje, na homilia da missa de domingo, o padre disse uma coisa que me deixou a pensar...

Já repararam que muitas vezes duas pessoas estão ao pé uma da outra e mesmo assim falam aos gritos? Pois é, acontece que elas estão perto mas os seus corações estão muito longe, então têm que falar alto para o coração ouvir! E já repararam que os namorados falam cada vez mais baixinho? Quase num sussurro.... É porque os seus corações estão muito pertinho um do outro! Não é preciso muito para se compreenderem...

E é assim o amor... é entrega total ao outro...

Beijinhos****

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quanto me amas? (..numa escala de 0 a 10)

E quando não conseguimos definir o que sentimos?

Uma das coisas em que tenho mais dificuldade é dar nome a sentimentos... Não que tenha algum gelo na alma que me entorpeça os sentidos...não... não é isso! É mais, não conseguir explicar por palavras aquilo que me vai no coração!
Já aconteceu conhecer um homem, interessar-me por ele, gostar dele de uma forma muito especial... e, a certo ponto não saber mais o que sinto: se Amor, se Paixão, se Atracção, se uma forte Amizade ou se apenas uma obcessão que não me deixa esquecê-lo.
E não poderão existir graus de sentimentos? Não poderemos colocar o Amor, a Amizade, o Ódio... numa escala de intensidade? E sendo assim... porque não podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo? E se amarmos duas pessoas... como podemos saber qual amamos mais? Com qual escolhemos ficar?
Também poderá existir uma evolução, uma transformação. Com o tempo, com a convivência (ou não)a Amizade pode-se converter em Amor... o Amor em Amizade... Nada é imutável... tudo se transforma...

Então... como poderei ter a certeza?

Beijinhos***

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Homem vs Cão

“Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cão.” Já quase toda a gente ouviu esta frase ou outra parecida, com o mesmo significado. Isto porquê? A raça humana está tornar-se perigosa, o Homem deixou de saber comportar-se entre si, não há respeito, não há entre-ajuda, a “amizade” é feita por interesses momentâneos, muitas vezes económicos ou sociais (para conhecer este ou aquela).

Eu sou suspeita, tenho três cães. Nunca nenhum deles me deixou “pendurada” à espera deles e fazem-me sorrir muitas vezes com as brincadeiras entre eles e connosco (humanos). Numa discussão nossa (entre humanos) chegam a tomar o partido de um dos lados e defendem-no. Quando eu era miúda, a minha cadela mais velha tomou o meu partido, enquanto a minha mãe me ralhava por eu ter feito mais uma parvoíce... Eu estava sentada no chão a fazer “birra”, a cadela veio sentar-se ao meu lado e começou a ladrar para a minha mãe, como quem diz “Pára! Já chega! Ela já percebeu.” Eu e a minha mãe ficámos parvas a olhar uma para a outra e no instante seguinte estávamos agarradas à cadela a rir com a forma com que ela tinha lidado com a situação. São seres muito inteligentes, muito emotivos também, são uma excelente companhia, com eles nunca estamos sós e aprendemos, realmente, o que é dar sem esperar nada em troca. Por isso, tento dar-lhes tudo, do melhor que posso. Eu sei que “cães, são cães! São para estar na rua!” Mas se eles nos dão tudo o que uma pessoa pode dar e às vezes até mais...porque não tratá-los da forma que eles, realmente, merecem? Eu tenho aprendido muito com os meus cães e espero que isso me venha a tornar numa pessoa cada vez melhor. Também tenho aprendido muitas coisas com os Homens, mas não tão simples, tão fáceis, tão sentidas, tão queridas. Estas coisas magoam e só servem para ”abrirmos os olhos” e não cairmos no mesmo erro para a próxima. Servem para nos sabermos defender atacando o outro, como se estivéssemos constantemente em guerra pelo lugar que temos na Terra.

Quanto mais conheço os Homens, mais gosto dos meus cães!

Beijos e abraços.