domingo, 28 de novembro de 2010

Na última semana fui convidada por uma grande amiga, a presenciar o seu Juramento de Hipócrates. Para quem não saiba, o Juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura, ou seja, agora que já queimaram as pestanas durante 6 anos, vamos lá a jurar que vão fazer tudo como deve ser, porque é agora que se começa a sentir como é a vida de um médico.
Fomos jantar, a cerimónia tinha inicio às 20h30 e não podíamos ir de estômagos vazios.
Depois de mais uma aventura e de uma grande volta por Marvila e outras terras que tais....chegámos à Aula Magna. Éramos os três da vida airada, como sempre, e a minha amiga, com toda a razão, estava desvairada, stressada e super ansiosa e eu literalmente, “despejei-a” à porta da Aula Magna. Mal pensado: os dois que ficaram a estacionar o carro, quando chegaram lá dentro constataram que lugar para eles, perto da amiga e futura médica, não havia... Aventurámos-nos, então, pelos camarotes e lá nos sentámos.
Assistimos à actuação de uma tuna, na abertura da Sessão Solene e depois ao Juramento dos futuros médicos. Todos em uníssono juraram que seriam bons médicos, que a ética estaria sempre presente na sua vida profissional e que lutariam com unhas e dentes pelas vidas dos seus doentes. Muito bem!!
Os estudantes levaram consigo os pais e os amigos mais chegados. Houve aplausos e lágrimas no nosso camarote. Nós aplaudimos de pé a nossa amiga, sabemos que ela não viu nem ouviu, devido à distância que nos encontrávamos do palco, mas fica aqui o registo: Cláudia, foste fortemente exclamada por nós. E sim, parecias mesmo a "sôtora" que sempre quiseste ser e serás, vais ver!




Nós estamos sempre lá para ti, como confirmaste, mais uma vez.



Tudo de bom minha querida!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um álbum por dia!


Nestes 6 anos que passaram, estive demasiado embrenhada no pequeno mundinho do meu curso e o resto do mundo foi-me passando ao lado! Deixei de ver televisão, logo desconheço este e aquele actor que faz bater corações, não sei nada do que se tem passado na politica nacional e internacional (que são todos ladrões è basico, ok?), desconheço os escândalos, as novelas, as séries... Enfim, transformei-me numa inculta geral! Mas, o que me faz mais confusão é que perdi o "comboio" da música!! Tirando o Mika do meu coração, que me alegra nos dias mais tristes e quando só me apetece chorar ou bater em alguem, e cujo trabalho conheço de trás pra frente, os outros, "aqueles" que estão nos TOP's e de que toda a gente fala.... sinceramente, desconheço!
Por isso, e para tentar recuperar parte do tempo perdido, a partir de agora o meu lema é "Um álbum por dia, não sabe o bem que lhe fazia!"
Todos os dias há musiquinha nova aqui em casa!

Aceitam-se sugestões!

Beijinhos***

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festa de Nossa Senhora do Carmo


Amanhã, dia 16 de Julho, comemora-se o dia de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da minha pequena aldeia, a Beirã.

Em 16 de Julho de 1251, a virgem do Carmo apareceu a Simon Stock, superior geral da Ordem dos Carmelitas. Ter-lhe-á entregado o escapulário, principal símbolo do culto mariano Carmelita. Segundo essa lenda, a virgem terá prometido salvar do Purgatório todas as almas que terão vestido o escapulário durante a vida.

Hoje, no ano da graça de 2010, sejamos mais ou menos católicos, mais ou menos religiosos, conheçamos ou não as lendas (e acreditemos ou não nelas), a verdade é que nutrimos todos um carinho especial pela nossa Senhora do Carmo.
A sua festa é sempre um motivo para os filhos da terra voltarem e a pequena aldeia da Beirã, que durante todo o ano está triste e vazia, fruto do envelhecimento e do esquecimento, começa a alegrar-se! A vida retorna à aldeia todos os anos, quando os filhos, netos e bisnetos que partiram em busca de um futuro noutro local regressam! E voltam mostrando que apesar de longe, a Beirã continua sempre no seu coração!

domingo, 4 de julho de 2010

More já tenho framboesas !!


No dia-a-dia estamos tão atarefados que nem damos conta da passagem do tempo. De tal forma que, de vez em quando, quando paramos para “respirar” notamos diferenças em tudo o que nos rodeia.

Hoje olhei com atenção para as minhas “plantações de estimação” e vi, lá ao looooooonge - o quê? O quê? O quê??

Uma framboesa vermelha, linda, pequenina (não mirrada, mas sim de feitio) . Toquei-lhe e ela caiu na palma da minha mão. Tão linda, tão bem perfeitinha!! E foi só uma, quando nascerem as restantes, ainda mais babada ficarei...


E isto tudo para dizer: More!! Já tenho framboesas!!


sábado, 29 de maio de 2010

Fenómeno estranho do séc. XXI

Está a acontecer um fenómeno estranho. À minha volta está a alastrar-se um mal, que poderá ser bastante contagioso, uma espécie de gripe A, mas do foro sentimental. Tenho várias amigas que namoravam há cinco, sete, dez anos...que já estavam na fase do “arranjar casa e casar”. Uma delas já passou todas essas fases e com sucesso, graças a Deus! Desejo-lhe as maiores felicidades!
Porém uma grande parte, senão a maior parte, sofreram desgostos terríveis, porque foram “abandonadas” ao fim de 6 ou 7 anos de namoro. Quando eu digo desgostos, falo em ficarem de cama por ainda não terem percebido se lhes tinha passado um tanque de guerra por cima ou se realmente tinham ouvido as célebres frases ”para mim acabou” ou “não és tu, sou eu...” E quando eu digo abandonadas, falo, por exemplo, do facto de o companheiro de uma destas minhas amigas ter ido tomar um simples café com uma recente colega de trabalho, chegar a casa, mandar uma daquelas célebres frases para o ar, fazer as malas e partir com toda a pressa e sem ressentimentos para o desconhecido (sim, porque uma pessoa que conhecemos há uma semana é uma pessoa desconhecida!!)
Agora eu pergunto: e todos aqueles anos juntos? E todas as brigas e todas as pazes que se fizeram depois? E o primeiro beijo? E saber todos os erros cometidos pelo companheiro? E as coisas boas também...? E o estar presente nos momentos bons e nos momentos maus? E os sustos que apanharam juntos? E as risadas de alívio que se deram? E a canja de galinha levada sempre que se vê que ele está a ficar constipado? E o ressonar que se aguenta durante a noite? E etc, etc...Porque, afinal estas pessoas são praticamente casadas. Não é? E um mero “é só um cafézinho com uma amiga” acaba em banho de lágrimas, notas a descer, o emprego pós-laboral a correr mal, o orgulho desfeito e a pergunta que teima em não se calar: “O que é que eu fiz para merecer isto?”
Tenho uma teoria: será que estamos perante uma nova versão daquela geração que há uns 10 ou 20 anos dizia que quando chegassem aos 50 trocavam a esposa que tinham por duas de 25 anos? É que actualmente, ainda nem aos 30 anos chegaram e a cara-metade de há 7 anos deixa de ser interessante, porque já conhecemos tudo o que havia para conhecer? E qualquer tipo de novidade é um estimulo irresistível para o desinteresse, a infidelidade e, consequentemente, a ruptura?
Reflictam e ajudem-me a perceber, por favor. É que não foi um, nem dois casos destes há minha volta, foram cinco ou seis... Isto revela que se está a alastrar um padrão de comportamento, no mínimo estranho e preocupante...

Beijos e abraços!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Feliz Dia Mundial da Dança - 29 de Abril

“Porque a vida é uma Valsa Dançada a vários tempos!” Porque hoje se celebra o dia Mundial da Dança, não podíamos deixar de exprimir aquilo que sentimos por ela.
Como já dizia Frederich Nietzche: “ perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez”. Efectivamente a Dança está cada vez mais enraizada nas nossas vidas, havendo a percepção lúcida de que dançar não é meramente movimentar o corpo ao som de uma música que nos cativa. Dançar é muito mais que isso!
Dançar é expressar vivências, sentimentos, emoções…
Dançar é a mãe de todas as linguagens!
Por isso, não perca mais tempo e dance… Dance a Vida!

domingo, 25 de abril de 2010

Um dos melhores anúncios de sempre!

Um dia, o mais provável é tornares-te num chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque "vai-se andando" e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. Vais ser mais triste.
Aqui fica uma ideia: Quando esse dia chegar, não lhe fales.