domingo, 11 de outubro de 2009

Porque a melhor defesa é o ataque….Será?

Quando, por algum motivo, nos sentimos fartos de ser magoados, por vezes temos a tendência de atacar os outros, em vez de simplesmente jogar a defesa. Claro que isso apesar de trazer alívio momentâneo, a médio/longo prazo vai trazer efeitos indesejáveis. Porque tudo o que fizermos de mal mais cedo ou mais tarde se virará contra nós! No entanto, porque não? Se todos nos pisam, nos tratam mal, duvidam de nós, porque não podemos nós também o fazer? E se uns o fazem, não o farão todos? Então o melhor mesmo é jogar pelo seguro e desconfiar de tudo e todos! E porque não também atacar? Para evitar que qualquer avanço do adversário nos apanhe desprevenido!
O resultado previsto é que vamos acabar por afastar toda a gente com medo que nos possam um dia magoar! E afastamos os que não gostam de nós, mas também aqueles que por outro lado gostam muito! Como efeito colateral podemos ter a solidão, que se vai instalando progressivamente e quando damos por ela já é muito difícil sair da sua companhia…
O ideal seria mesmo manter a esperança e confiar nos outros, acreditar que nem toda a gente nos vai desiludir, porque só assim podemos abrir o coração e deixar alguém entrar! Só assim nos livramos de ficar eternamente sós, submersos em angústia, tristeza, solidão. Temos que ter a consciência que podemos ser magoados, propositadamente ou sem querer, mas pode acontecer, e temos que estar preparados para isso, para superar qualquer adversidade sem desistir! E sempre com a certeza de que não estamos sozinhos! De que há por aí alguém que gosta de nós e que o “eu” também é uma boa companhia!

Beijinhos***
3/08/08

Consoante muda o vento


Poucas coisas há no mundo que me irritem profundamente.

A que eu menos suporto, de todas as outras, é pessoas falsas! Pois é... sabem aquelas pessoas que num momento são super super simpáticas, queridas, atenciosas, amorosas, disponíveis...perfeitas diga-se, e noutro simplesmente nem sequer falam, ou se dizem alguma coisa, é com grande sacrifício? Mudam consoante as circunstâncias, consoante o espaço, o tempo, enfim... como se constuma dizer, consoante muda o vento! Se lhes dá jeito, se fica bem, são super amigas. Quando deixa de fazer falta não se lembram de nós... agem como se fossemos perfeitos estranhos que nunca tivessem visto na vida. Parece que são vazios de sentimento, que as relações que mantêm são todas baseadas na aparência, efémeras... e, por incrível que pareça, são felizes assim! O que importa é parecer bem!


Infelizmente sinto-me rodeada de pessoas assim... que mudam consoante o vento. Num ano são os melhores amigos, no outro, ou por mudarmos de turma, ou de emprego, de mercearia...e já não termos que "nos dar" simplesmente deixam de nos conhecer! Claro que se as circunstâncias mudarem, se precisarem de um favor, se estivermos com alguém que queiram impressionar, conseguem voltar a ser super simpaticas, queridas, atenciosas.... mesmo que seja só por uns minutos! É impressionante como conseguem esse efeito "camaleão".


Assim, neste mundo de aparências, é dificil encontrar pessoas para a vida, em quem possamos confiar, os "verdadeiros amigos"! Talvez daí se diga que quem tem uma mão cheia de amigos (e veja-se que 5 pessoas não é nada, se formos a ver as centenas de pessoas que conhecemos) tem toda a sorte do mundo! É dificil, sim, mas não é impossível!


Quem tem amigos, tem tudo!

Quem tem uma vida de aparências, parece ter tudo, mas não tem nada....


Beijinhos***

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O fenómeno do tempo que sobra

Uma vez ouvi dizer que as pessoas muito ocupadas, arranjam sempre tempo para fazer mais alguma coisa (mesmo quando parece que já não têm tempo para nada). Acho que isso é verdade, dado que quando eu sou uma "pessoa muito ocupada" parece que o tempo estica, e que consigo fazer milhares de coisas ao mesmo tempo.

No entanto, agora que sou uma "pessoa muito desocupada", uma vez que estou de férias (há imenso tempo!) e não tenho horários nem prazos a cumprir, não tenho tempo para fazer nada! Os meus dias são ocupados a "não fazer nada" ou "muito pouco" e isso ocupa-me demasiado tempo, não havendo oportunidade para fazer mais nada (mesmo que eu queira)!
Quando olho para trás, para os últimos 2 meses em que estive "muito desocupada" verifico que o que fiz durante este tempo todo, caberia numa semana dita normal...

Portanto... se precisarem de mim para alguma coisa.... peçam só quando eu estiver ocupada... que agora não tenho tempo! (lol)

Beijinhos***

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Significado de um fim-de-semana

Segundo o dicionário da língua Portuguesa online, fim-de-semana é o "período composto pelos dias de sábado e domingo e que se opõe aos dias úteis." Ora bem! Para a maior parte do comum dos mortais, fim-de-semana é sinónimo de liberdade, deitar tarde, levantar tarde, passear...ainda há os que aproveitam para tirar o carro da garagem para irem dar umas voltinhas (daí os acidentes nestes dias :P), os que aproveitam para ir à feira, os que fazem desporto, os que vão à praia, etc, etc...Eu também aproveito para fazer isto tudo e divertir-me o máximo possível. Mas, nos últimos fins-de-semana, tenho vindo a detectar em mim um padrão de comportamento (se é que se pode chamar assim...) Ora aqui a Je, passa a semana toda a reclamar que "nunca mais é sexta". À sexta à tarde, depois de sair do trabalho, sinto uma alegria estonteante, quase como um puto que acaba de receber uma prenda que já anda a pedir à meses. Aproveito ao máximo o restinho do dia e o fim-de-semana é passado a fazer coisas que nos "dias de semana" são impossíveis de realizar devido ao horário laboral. Coisas como: ir ao veterinário com os bichanos, tratar de papeladas e ir a lojas do cidadão e afins...tratar das plantas como deve ser, com todas as regalias que elas merecem. Arrumar a casa, claro está! Fazer uns cozinhados à maneira...e quando dou por mim, é domingo à noite, fiz mil e uma coisas, iupiii!! Mas estou super cansada, tenho a cabeça a mil à hora, e o dia seguinte é segunda-feira. Ou seja, levantar cedo, vestir as primeiras peças de roupa que me aparecerem à frente, comer à pressa para chegar a horas decentes e rezar para que não haja chatices no trabalho... Sendo assim, às segundas de manhã, só me apetece encostar a um cantinho e adormecer. Estou super cansada por tudo o que aproveitei para fazer nos dois dias anteriores, mas com um smile de orelha a orelha.

E vocês? Sofrem do mesmo problema?


beijos e abraços

Quanto me amas? (..numa escala de 0 a 10)

E quando não conseguimos definir o que sentimos?

Uma das coisas em que tenho mais dificuldade é dar nome a sentimentos... Não que tenha algum gelo na alma que me entorpeça os sentidos...não... não é isso! É mais, não conseguir explicar por palavras aquilo que me vai no coração!
Já aconteceu conhecer um homem, interessar-me por ele, gostar dele de uma forma muito especial... e, a certo ponto não saber mais o que sinto: se Amor, se Paixão, se Atracção, se uma forte Amizade ou se apenas uma obcessão que não me deixa esquecê-lo.
E não poderão existir graus de sentimentos? Não poderemos colocar o Amor, a Amizade, o Ódio... numa escala de intensidade? E sendo assim... porque não podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo? E se amarmos duas pessoas... como podemos saber qual amamos mais? Com qual escolhemos ficar?
Também poderá existir uma evolução, uma transformação. Com o tempo, com a convivência (ou não)a Amizade pode-se converter em Amor... o Amor em Amizade... Nada é imutável... tudo se transforma...

Então... como poderei ter a certeza?

Beijinhos***

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Homem vs Cão

“Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cão.” Já quase toda a gente ouviu esta frase ou outra parecida, com o mesmo significado. Isto porquê? A raça humana está tornar-se perigosa, o Homem deixou de saber comportar-se entre si, não há respeito, não há entre-ajuda, a “amizade” é feita por interesses momentâneos, muitas vezes económicos ou sociais (para conhecer este ou aquela).

Eu sou suspeita, tenho três cães. Nunca nenhum deles me deixou “pendurada” à espera deles e fazem-me sorrir muitas vezes com as brincadeiras entre eles e connosco (humanos). Numa discussão nossa (entre humanos) chegam a tomar o partido de um dos lados e defendem-no. Quando eu era miúda, a minha cadela mais velha tomou o meu partido, enquanto a minha mãe me ralhava por eu ter feito mais uma parvoíce... Eu estava sentada no chão a fazer “birra”, a cadela veio sentar-se ao meu lado e começou a ladrar para a minha mãe, como quem diz “Pára! Já chega! Ela já percebeu.” Eu e a minha mãe ficámos parvas a olhar uma para a outra e no instante seguinte estávamos agarradas à cadela a rir com a forma com que ela tinha lidado com a situação. São seres muito inteligentes, muito emotivos também, são uma excelente companhia, com eles nunca estamos sós e aprendemos, realmente, o que é dar sem esperar nada em troca. Por isso, tento dar-lhes tudo, do melhor que posso. Eu sei que “cães, são cães! São para estar na rua!” Mas se eles nos dão tudo o que uma pessoa pode dar e às vezes até mais...porque não tratá-los da forma que eles, realmente, merecem? Eu tenho aprendido muito com os meus cães e espero que isso me venha a tornar numa pessoa cada vez melhor. Também tenho aprendido muitas coisas com os Homens, mas não tão simples, tão fáceis, tão sentidas, tão queridas. Estas coisas magoam e só servem para ”abrirmos os olhos” e não cairmos no mesmo erro para a próxima. Servem para nos sabermos defender atacando o outro, como se estivéssemos constantemente em guerra pelo lugar que temos na Terra.

Quanto mais conheço os Homens, mais gosto dos meus cães!

Beijos e abraços.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Malditas Nódoas!

Pois é... hoje vou falar de algo tão simples e tão conhecido de todos nós: as nódoas!

Quem nunca foi perturbado pela presença destas criaturas malignas? Leram bem... criaturas malignas! Parece que têm o condão de aparecer quando e onde são menos desejadas. Por exemplo, quando estamos naquela festa semi-formal, com aquele vestido caríssimo... quando damos por nós, pimbas... lá está ela... perfeitinha, luzidia, chamando toda a atenção para ela! Ou quando temos um encontro com "aquele" homem que tentamos impressionar há séculos... ela aparece... e no ar fica o incómodo da sua presença....e a vontade de nos escondermos num buraco e não sair mais de lá!

Há também uma altura do dia que é mais propícia ao seu aparecimento: a manhã. Especialmente quando estamos atrasadíssimos para sair de casa!

Outro fenómeno que tenho vindo a observar é que existem algumas peças de roupa que atraem as nódoas. Todos temos no guarda-fato aquela saia, aquela blusa, que parece que sempre que as vestimos nos acabamos por sujar. É uma sina! São também aquelas roupas que não mantêm uma boa relação com o tira-nódoas, acabando por ficar manchadas ou arruinadas para sempre....

Deixo então no ar este aviso: "Cuidado... Elas andam aí..."

Beijinhos**